A ABCCA - Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe ,assumiu em 1964 a criação do Cavalo Árabe no Brasil que já possuía 859 produtos PSA registrados e alguns poucos criadores para transformá-la numa das principais raças eqüinas do país, com mais de 25 mil Puros registrados, um contingente de quase 2 mil criadores e o reconhecimento internacional de um dos melhores plantéis da raça no mundo.
 
Durante todo esse período a criação passou por muitas fases. Na primeira, que abrange as gestões do Dr. Aloysio Faria e Dr. Oswaldo Aranha , era clara a preocupação em principalmente organizar os registros de animais de acordo com critérios internacionais e trabalhar para que eles fossem reconhecidos pela WAHO. A segunda fase de Cláudio Bardella, Roberto Dabdad e Célio Prátola, os grandes temas foram: o aprimoramento genético, o fomento da raça através de publicações e a criação de eventos. A terceira fase nas gestões de Luciano Chuahy e Cid Guardia é nítida a preocupação em mostrar as qualidades do Cavalo Árabe como montaria, a busca por uma melhor organização nas exposições e a ocupação do território nacional através dos Núcleos Regionais. Com a gestão de Eduardo Caio, embora essas idéias continuassem em pauta, surgiu um novo e importante aspecto na criação : a exportação de produtos brasileiros , e essa é a grande novidade que deve ocupar boa parte das preocupações dos brasileiros nos próximos anos.
 
Esse atual estágio da criação brasileira era impossível de ser ao menos sonhado, quando o Dr. Aloysio Faria reuniu um grupo de amigos para fundar a ABCCA. Em entrevista à Revista Cavalo Árabe Nº 98, por ocasião do 30 aniversário de início da sua criação , ele confessaria que comprou cavalos Árabes com a idéia de melhorar sua criação de Mangalarga Marchador. Mas vendo a impossibilidade de em poucas gerações conseguir aliar a beleza e harmonia do Árabe à marcha do Mangalarga,decidiu por criar somente os Árabes, e então surgiu a necessidade de criar uma Associação : "... para manter seriamente uma criação de Cavalos Árabes era necessário oficializar - conta Dr. Aloysio. Então eu consultei o Ministério da Agricultura e eles me informaram que era preciso fundar uma Associação e registrar os cavalos. 
 
Para fazer isso era necessário enviar um requerimento com uns tantos nomes que representassem o interesse em manter uma Associação da raça... Nessa época não existia ninguém de meu conhecimento que criasse Cavalos Árabes, então a lista de fundadores foi formada pelo General Diogo Branco Ribeiro, por um criador de PSI de Pernambuco, pelo meu primo que era criador de Mangalarga, o Dr. Brandão que era veterinário e aí vai. De criador mesmo somente eu. Quando regulamentei a Associação é que fiquei sabendo que existia um livro em Pelotas no Rio Grande do Sul que registrava Cavalos Árabes , mas não era um livro específico da raça, ele mantinha registros de várias espécies de animais, algumas até bem exóticas. De qualquer forma havia sido um bom trabalho e eu mandei buscar esses registros para complementar e dar início ao nosso Stud Book específico. Logo depois apareceu em minha fazenda o Dr. Echenique (Guilherme Echenique Filho, primeiro criador de Cavalos Árabes no Brasil). Disse-me que criava Cavalos Árabes no Rio Grande do Sul ,ficou sabendo da Associação e me perguntou porque não fora convidado para se associar. Eu respondi que não sabia da existência dele e de nenhum outro criador. 
 
Mas ele era uma pessoa bem agradável, conversamos muito, ele viu meus animais e ficou sócio da ABCCA. Através dele também veio me visitar o Luiz Villares que estava começando a criar na época. Depois disso surgiram Nagib Audi , Sebastião Camargo e tantos outros.".


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DO CAVALO ÁRABE

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