RESISTÊNCIA DO CAVALO ÁRABE É O DIFERENCIAL PARA O ENDURO

01/10/2020 ABCCA


Mais uma vez, a raça reforça ser um cavalo completo, com qualidades próprias para o Enduro

No último final de semana, aconteceu a II Etapa do Paulistão, onde ocorreram as provas da FEI – Federação Equestre Internacional. Esta foi a segunda prova do IEB – Instituto Enduro Brasil, em meio à pandemia, com isso as disputas realizadas de acordo com as regras e exigências sanitárias da Prefeitura de Bragança Paulista.

Realizado no Haras Endurance, de propriedade de Leo Steinbruch, o Enduro foi transmitido ao vivo e teve 76 conjuntos inscritos, dos quais 24 competiram pelas provas internacionais da FEI: CEI2* 120km e CE1* 100km.

Na CEI2* 120km, o primeiro lugar ficou para o cavaleiro Charles Gabriel Nascimento Mendes, que correu com o cavalo RT Roger (Nawwak Na x RT Nina). Na posição seguinte, Caio Vaz Guimarães, com a égua da raça Árabe Monalisa CRH (Fausto Crh X Ali Mahakeshi), e em terceiro, Diogo de Oliveira Martins, com o Trinity Ludfour (Trademarrk X Honey Ludfour).

Para Caio Vaz Guimarães, vice-campeão da disputa, campeão brasileiro duas vezes consecutiva, 3º lugar no ranking mundial 2014, 2º lugar no ranking mundial 2017, 1º lugar de conjunto no ranking mundial 2017, além de ter participado por três vezes da equipe brasileira, é de tradicional criatório Árabe, de uma família que faz parte da história do Enduro no Brasil.

“Algumas provas se tornam especiais, não pelo resultado, mas pelo esforço e trabalho que há por trás. Desde que eu nasci tenho contato com os cavalos, venho de uma família que sempre esteve no meio, logo quando pequeno vim morar no Haras Bluegrass, no qual até hoje temos e mantemos os cavalos, sempre com o cavalo Árabe no meio, seja Anglo, Cruza ou Puro”.

Para o atleta, o cavalo Árabe se destaca, não só pela beleza, mas pela resistência, que é uma qualidade essencial para o cavalo de enduro. “Cavalo Árabe é sinônimo de resistência, que por sua vez é sinônimo de enduro, sempre no topo do mundo vemos cavalos árabes, sejam eles puros ou misturados, um nasceu para o outro”, afirma.

A modalidade também vem de família, que é uma das percussoras para a vinda do enduro ao Brasil. “Meus pais e meus tios foram alguns dos responsáveis pelo começo do enduro no país, então desde sempre tivemos contato com esse mundo, nunca pensei e nem penso em outra modalidade, o enduro está no meu sangue, não consigo me ver sem”, destaca.

Sobre Enduro

Modalidade integrante do quadro da Confederação Brasileira de Hipismo, a palavra Enduro é de origem inglesa – Endurance -, uma competição longa em que a velocidade deve se adequar à resistência. Seus fundamentos são simples e a prática proporciona uma interação do homem com o cavalo e dos dois com a natureza.

A trilha impõe percursos que vão de 35 a 160 quilômetros. Atualmente, o Enduro é considerado o esporte equestre, CBH e FEI, que mais cresce no mundo, marcando presença em 61 países e praticado por mais de 40 mil competidores.

No Brasil, o Enduro Equestre chegou no início dos anos 80 com competições de 12 a 20 quilômetros que faziam parte das provas da Associação Brasileira de Hipismo Rural - ABHIR. A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe- ABCCA foi importante no fomento do esporte desde o início. A primeira prova foi realizada em 1989, em Tremembé/SP, e é uma modalidade oficial da CBH desde o ano seguinte.

Apesar de aberto a todas as raças, o cavalo Árabe é o grande protagonista do esporte, reforçando de que este é o cavalo completo, já que uma das qualidades para o esporte é a resistência, característica presente na raça.

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