OS CAVALOS DE NAPOLEÃO

29/06/2020 MARENGO, THE MYTH OF NAPOLEONS HORSE – HAMILTON, JILL


Durante toda a sua carreira militar, obviamente que Napoleão Bonaparte não usou apenas um cavalo. Historiadores falam em aproximadamente 50 animais.

Neste post não vamos nos aprofundar na famosa piada acerca da cor do cavalo branco de Napoleão, fruto da obra de Jacques Louis David (Napoleão cruzando os Alpes), basicamente porque, segundo historiadores, Napoleão não teria posado para que David o retratasse. Além disso, cinco versões diferentes da obra foram feitas pelo artista, cada uma com as mesmas imagens, variando as cores das vestimentas de Napoleão, assim como, as pelagens do cavalo (tordilha, alazão e malhado). Dessa forma conclui-se que o cavalo retratado na famosa obra não era de fato uma de suas montarias. Todas as cinco versões da obra estão hoje expostas em museus na Europa.

Apesar da famosa obra de David, fato notório que dois cavalos foram seus preferidos e por essa razão tornaram-se os mais famosos. Seus nomes eram Marengo e Le Vizir, ambos cavalos inteiros da raça Puro Sangue Árabe!

O garanhão Marengo foi adquirido por Napoleão em sua campanha no Egito em 1799, aos seis anos de idade, e teria sido sua montaria em diversas grandes batalhas, entre elas Austerlitz, Jena, Wagram e Waterloo. Nesta última, teria sido capturado e levado para o Reino Unido onde eventualmente teria morrido com a idade avançada de 38 anos. Seu esqueleto foi preservado e hoje se encontra no National Army Museum, em Londres.

Le Vizir, conhecido como o último cavalo de Napoleão, nasceu em 1793 e foi oferecido à Bonaparte pelo sultão do Império Otomano Selim III. Em 1806 ele participou da famosa batalha Iéna e temos dele a seguinte descrição literária:

“Na aurora, uma bruma espessa cobre o terreno. De repente o Imperador aparece e se posiciona diante das tropas montando Vizir, sob uma magnífica sela de veludo vermelho bordado de dourado.”

Vizir foi retratado em uma obra do pintor Pierre Martinet, conforme uma das imagens postadas. Outro fato interessante é a marca preservada na coxa esquerda de Vizir, o “N” com a coroa imperial, símbolo de Napoleão usado em suas montarias.

Napoleão, ao partir para seu exílio na ilha de Elba em 1814, teria o levado consigo. Vizir morreu em 1826, aos 33 anos de idade. Após sua morte, ele foi empalhado e percorreu uma longa trajetória por várias entidades e museus, inclusive o museu do Louvre, onde permaneceu por 30 anos. Hoje, encontra-se no Museu das Forças Armadas da França onde repousa bem próximo ao seu prestigiado cavaleiro.

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